Uma interface é um meio de ligação, ou melhor, de encontro ou contato entre coisas distintas. Na metalurgia, por exemplo, uma linha de interface se dá no contato de dois metais diferentes, formando uma pilha galvânica, que por diferença de potencial elétrico entre um metal e outro provoca uma área de corrosão. É um espaço mínimo que define uma transição, onde uma coisa termina e começa outra, e portanto, uma zona de transformações provocadas pela ligação física ou conceitual entre matérias diversas. São espaços de corte-conexão que se criam na borda, na fronteira ou no limiar entre uma matéria-idéia e outra e que ganham consistência na heterogeneidade de um grupo. O grupo se constitui por encontros entre nossas diferenças, disparados pelo desejo-idéia em comum, a produção artística contemporânea. Os encontros transitam pela arte, regada pela gastronomia, conversas, gargalhadas e afectos animando a vida-grupo, criam elos ao acaso. Assim, somos e criamos linhas de interface geradas no atrito, nas corrosões e nas transformações da convivência. A exposição e os trabalhos são produto-produções dos encontros e a heterogeneidade é a potência propulsora das linhas de interface.
Carla Fernandes
Carlos Henrique
Elenice Corrêa
Eliza Lodi
Iran Moreira
Maria Lúcia Strappazzon
Nico Giuliano
Promissora ligação. Vou acompanhar vocês.
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